In Cidade das Almas

Cidade das Almas | Capítulo Dois

Capítulo dois

"Minha respiração estava muito acelerada e eu mordi o lábio com força quando ele acelerou o carro e me tirou dali."

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In Reinos de Olivarum

Conhecendo o Reino de Diamante

Conhecendo o
Reino de Diamante
Os filhos dos céus, filhos celestiais e capazes de zelar, proteger e curar todos que precisam do seu auxílio.

Foto: Blog Memórias de uma leitora

No Mundo de Olivarum conheceremos uma das espécies mais temidas e respeitadas: os anjos. Eles são seres divinos e que possuem muitos talentos relacionados a luz e ao cuidado para com o próximo. Os deuses criadores resolveram dar origem a esses seres por acreditarem que eles poderiam cuidar e zelar do Mundo. Seriam os cuidadores e aqueles que defenderiam as espécies da guerra e da luta.
Os anjos são caracterizados principalmente pela superioridade. É claro que isso faz com que os outros seres os vejam como “queridinhos” e “donos do poder”, mas tudo isso não passa de uma visão limitada dessa espécie. É claro que existem aqueles exibidos, mas os anjos estão ali para zelar pela paz e defender os seus.
Para eles foi deixada uma Pedra de Diamante, representando toda a pureza, formosura e a luz que somente os anjos podem carregar e por isso foi dado o nome “Diamante” para o reino.

O dom dos anjos

É claro que todas as espécies são dotadas de vários dons e capacidades, mas tentarei trazer dez características dos anjos para que vocês conheçam melhor.
1 – Podem levitar coisas
2 – Têm habilidades com arco e flechas
3 – Conseguem agilizar o processo de cura
4 – Possuem espadas muito poderosas
5 – Podem absorver energias de pensamentos puros
6 – Uma vez com o contato visual podem apagar as memórias de alguém
7 – Capacidade de trazer alguém que acabou de morrer a vida
8 – Conseguem invocar chuvas, raios e até tempestades
9 – Podem se comunicar telepaticamente com a mesma espécie
10 – Chegam a confundir a mente de outros seres

O Hino do Reino

HINO DOS FILHOS CELESTIAIS

Ergam as espadas, filhos da magnificência
Levantem e voem com maestria
Pois no meio dos ventos foram criados
Filhos santos da pura formosura
Ergam as asas, filhos da superioridade
E entoem seus mais belos cânticos
Pois são herdeiros das nuvens do céu
Aqueles que nasceram para ser luz

Ó cantem aos anjos
Cantem aos de Diamante
Ó cantem aos anjos
Todos os seres errantes

Ergam os seus arcos e mirem as suas flechas
A guerra tarda, mas uma hora chega
Sois escolhidos para trazer a paz ao mundo
Filhos e herdeiros do trono de nuvens
Ergam a face e encarem o que está por vir
Louvem os três criadores do mundo
Invoquem o que vos foi entregue por Eles
Para hoje e para todo sempre

Um personagem do livro


Derek é um dos anjos mais fortes e corajosos do Reino de Diamante, ele é filho do Rei e auxilia seu pai na tarefa de governar, mas, depois de muitos anos, Derek resolve finalmente assumir seu papel de líder no Clã do Pacto e deixa tudo para trás. Agora ele terá que controlar sua vontade avassaladora de ter Amie Bell ao seu lado. 



Então meus amores, eu espero que vocês tenham gostado de saber mais um pouco sobre esse reino. Lembrando que todo esse conteúdo é relacionado a minha duologia: Os Sete Reinos de Olivarum. 



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In Cidade das Almas

Cidade das Almas | Capítulo Um


Primeira parte
O cemitério


Você me enterrou vivo
E todos têm que respirar de alguma forma
Não me deixe morrer
Consumido pelo seu vazio e mentira

— Bury me alive – We are the fallen

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In Cidade das Almas

Cidade das Almas | Prólogo


Prólogo

"Os meus pés finalmente tocaram o chão com um pulo, ao mesmo tempo que eu tentava segurar a lanterna, e dei um sorriso de lado, seria mais uma aventura de Anne Russell."

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In Os sete reinos de olivarum

Qual seu Reino no Mundo de Olivarum?

Olá leitor, tudo bem?


Hoje vou fazer uma postagem sobre os reinos do meu livro! Você já conhece sobre Os Sete Reinos de Olivarum? Se sim, já deve saber que cada reino representa espécies de seres místicos variadas, se não, você pode saber mais clicando aqui. Bem, para aqueles que já sabem seus reinos eu espero que gostem dessa postagem (para se divertir um pouco e conhecer mais sobre o livro) mas, para aqueles que ainda não sabem seus reinos eu aconselho fazer o quiz abaixo. Eu tentei coloca-lo aqui no blog, mas não consegui de jeito algum, então clique no botão "iniciar quiz" e você será direcionado a página do Quizur onde poderá descobrir de qual reino mágico pertence. Espero que goste!

Image Map


Procure seu reino e seja recebido por um dos personagens do livro

Para os habitantes de Diamante

Anjos, seres divinos e que representam a superioridade, formosura e a paz. São os filhos dos céus, filhos celestiais e capazes de zelar, proteger e curar todos que precisarem do seu auxilio. Os maiores dominadores da luz interior. Mesmo sendo tão dotados de paz, são capazes de derrotar um exército com sua fúria. Os deuses entregaram ao Mundo dois novos seres: Uriel Lucem e Dara Lucem, os primeiros anjos do Mundo de Olivarum. Para eles foi deixada uma Pedra de Diamante, representando toda a pureza, formosura e a luz que somente os anjos podem carregar.

Olá ser celestial! Fico muito feliz em saber que foi escolhido para fazer parte da nossa família. Se você chegou até aqui significa que todos os seus dons são relacionados aos filhos dos céus, os anjos, seres imponentes e habitantes do Reino de Diamante, no Mundo de Olivarum. Estou muito feliz em poder receber você nesse dia! Ah, antes que me esqueça, meu nome é Derek Saints, sou príncipe do Reino dos Anjos e fui escolhido para te dar boas-vindas, mas, sem mais enrolações, queria lhe dizer que é preciso muita coragem, você será aquele (a) que tentará manter a paz no nosso mundo. Sei que essa será uma missão árdua, mas é o nosso dever manter a paz e lutar pelo bem daqueles que tanto desejam a guerra. Seja firme e muito forte, por mais que muitos digam que somos superiores a tudo, sabemos bem que essa não é a verdade. Estamos aqui para servir e curar aqueles que precisam do nosso auxílio. Querido (a) anjo de Olivarum, aproveite bem os seus talentos, saiba ouvir seu coração nas horas difíceis, saiba controlar seu autoritarismo, sabia lidar com o mundo e, assim de tudo, lembre-se que precisamos uns dos outros nesse lugar, jamais esqueça dos seus irmãos que nasceram com dons diferentes. Bem, espero que aprenda a voar rapidamente, pois, no nosso reino, o castelo e todas as casas ficam nas nuvens! Tome, lhe entrego esse colar de diamante, para que jamais esqueça quem és e que lembre todos os dias do motivo de estar aqui. Ipsa trinita!

Para os habitantes de Esmeralda

Fadas, as representantes da doçura, humildade e a ilusão. O reino das fadas é um mundo misterioso e repleto de encanto. Cativa a beleza, malícia, humor, júbilo, inspiração, terror, riso, amor e tragédia. Um reino para ser penetrado com extrema cautela! E não se pode confiar plenamente nesses seres, apesar de serem bondosas, delicadas e mansas usam disso para serem perversas quando assim quiserem. Os deuses entregaram ao Mundo dois novos seres: Ubiraci Geminam e Lília Geminam, as primeiras fadas do Mundo de Olivarum. Para elas foi dada uma Pedra de Esmeralda, controladora do domínio mental e físico, capaz de ser imperfeita e mesmo assim prender aqueles que tanto a admiram.

Mas ora, você chegou! Estava muito ansiosa para lhe dar boas-vindas! Meu nome é Dolly Parker e sou uma fada. Como você deve saber nosso reino é o reino da beleza, alegria, amor... ao mesmo tempo que o lugar da tragédia, malicia e cautela. Se os outros pensam que somos sensíveis e incapazes de cometer o mal estão muito, mas muito enganados! Podemos ser os seres mais humildes e doces, mas o amor pode ser trocado por ódio ligeiramente, eles precisam ter cautela conosco! Bem, acho que você já entendeu, é que eu falo demais, me desculpe! Vamos resumir: Agora você é uma fada, ser que domina a natureza e sabe muito bem lidar com ela. Espero que se acostume bem com suas novas asas e se sinta em casa. Aqui podemos morar em flores gigantes e com estruturas surreais. Você também pode conhecer alguns encantamentos que pode ajudar no dia-a-dia, mas só ensinarei isso mais tarde e, lembre-se: mesmo sabendo de todos os nossos dons, tente manter a calma na hora de tomar uma decisão ou agir por instinto! Lhe entrego essa pedra de esmeralda, para que jamais esqueça da nossa causa. Liberte-se, viva, ame os seres diferentes de você e divirta-se no reino do terror/riso. Ipsa trinitas!

Para os habitantes de Safira

Sereias, seres capazes de conter uma infinita beleza, encantamento e persuasão. Os filhos da água são dotados de poder para dominar e manipular qualquer espetáculo fantástico que tenha água. A beleza é uma das suas características fortes e elas dominam o canto como nenhum outro ser seria capaz. Apesar de parecerem sempre educadas e lindas as sereias são persuasivas e conseguem tudo através do seu canto e beleza. Os deuses entregaram ao Mundo de Olivarum dois novos seres: Yakecan Aquam e Iara Aquam, os primeiros sereianos do Mundo de Olivarum. Para eles foi deixada uma Pedra de Safira, ponte para o domínio do interior, capaz de afastar os maus pensamentos e trazer equilíbrio, tranquilidade e serenidade.

Meu nome é Hilary Green, sou do Reino de Safira e se você me conhece bem deve saber que sou um pouco arrogante e não suporto... tudo bem, vou tentar ser legal dessa vez, meu líder vai ficar furioso se eu não te tratar bem! Bem, no Reino das Águas é tudo muito magico e único, pelo menos é o que eu acho. De certa forma eu fico muito feliz que você tenha sido escolhido (a) para nossa família. Não se incomode se ouvir várias músicas e vozes durante o dia, mas é que aqui a música é bem constante e presente. Ah, antes que eu me esqueça, cuidado com que os seus olhos transmitem, nós, sereias/tritões, temos a capacidade de mudar a cor dos olhos de acordo com os sentimentos. Todos os dias podemos nos reunir no fundo do mar, junto com os animais aquáticos e com o coro, mas depois posso te explicar melhor sobre isso, agora quero lhe entregar essa pedra de safira para que você possa lembrar todos os dias de quem somos, seres com poderes que muitos desconhecem! Agora vou voltar para os meus afazeres. Ipsa trinitas!

Para os habitantes de Rubi

Vampiros, seres morto-vivos e que se alimentam de sangue, dotados de sutilidade, ironia e elegância. Seu charme é impossível de não ser notado. São seres totalmente pacíficos, mas não é aconselhável que os provoquem. Eles podem ser cultos e educados, mas tudo isso é esquecido quando são irritados, a sua capacidade de domínio físico é muito difícil de ser controlada pois eles agem por instinto e intuição. Os deuses entregaram ao Mundo de Olivarum: Marduk Tenebris e Emma Tenebris, os primeiros vampiros do Mundo de Olivarum. Os foi deixada a Pedra de Rubi, capaz de trazer a raiva e fúria, ela pode produzir energias surpreendentes e representa a paixão ardente.

Ah, oi, me desculpe por minha distração, estava tão bem com a minha taça de sangue que não percebi sua presença! Meu nome é Cavin Lewis, sou o filho do rei de Rubi e estou aqui para saudá-lo nesse dia tão importante. Apesar de parecermos seres perversos somos controladores e sabemos lidar com nossos desejos (não é exatamente assim, mas vamos fingir que sim). Espero que você não seja muito fã de sol, pois, mesmo que fosse, agora não pode mais sair nele. É por isso que no nosso reino você jamais verá o sol. Seja forte, querido (a) vampiro (a). Apesar de sermos seres muito atraentes e controladores, tente manter a calma na hora que decidir enganar ou se apaixonar por alguém. Somos intensos demais e isso nos faz perder o equilíbrio e a ética em alguns casos. Tente fugir das estacas de madeira e de seres vingativos que pretendem tirar seu coração ou a cabeça. Podemos curar rapidamente, mas as vezes é impossível que isso aconteça quando perdemos a cabeça. Quer uma taça de sangue? Deve estar com fome! Bem, aproveite muito bem toda a escuridão que nos cerca, vou voltar para meus afazeres, espero que saiba lidar com as presas. Lhe entregarei esse anel de rubi para que não se esqueça quem és. Ipsa trinitas!

Para os habitantes de Jaspe

Licantropos, seres que têm a capacidade de se transformar em lobos. São os representantes da fidelidade, força e destemor. Eles possuem um grande extinto para a liderança e uma grande facilidade de fazer o bem a quem quer que seja. Para os licantropos a família e o bando está acima de toda e qualquer coisa, mas não se pode aproveitar de todo o acolhimento e depois trai-los pois, eles se tornarão feras sedentas por justiça. Os deuses entregaram ao Mundo de Olivarum: Keoki Calendas e Luna Calendas, os primeiros licantropos do Mundo de Olivarum. Foi deixada a Pedra de Jaspe, conhecida por trabalhar em harmonia com o tempo, a grande representante da perseverança e do trabalho com cautela.

Olá irmã (o), seja bem-vindo (a) ao Reino de Jaspe, reino dos licantropos, daqueles que representam a fidelidade e força! Espero que você seja corajoso, pois vai precisar disso no nosso bando. Meu nome é Connor Light, sou herdeiro do nosso reino e pretendo te ajudar naquilo que for necessário. Aqui você poderá se transformar sempre que quiser se já tiver completado seus 18 anos de idade, caso contrário será apenas um aprendiz e quando completar a idade poderá correr pelo campos e montes conosco! Somos, acima de tudo, irmãos. Estamos aqui para ajudarmos uns aos outros e prometer finalidade a nossa irmandade diante de qualquer situação. Podemos até ser seres muito fieis, mas não é bom que brinquem conosco! Se machucar um de nossos irmãos terá que se ver com um bando inteiro de lobos. Espero que goste da nossa família e se sinta bem aqui. Lhe entregarei esse cordão com uma pedra de jaspe para que nunca esqueça dos seus e sempre esteja do lado deles para qualquer coisa. Ipsa Trinitas!

Para os habitantes de Ônix

Bruxos, seres que utilizam da magia e dos elementos da natureza para criarem feitiços, poções, encantamentos, bruxarias e invocações. São um dos mais poderosos seres por drenarem toda a força exterior e fortalecer o espirito. Eles são considerados os verdadeiros herdeiros da magia juntamente com os magos e feiticeiros. Representam a sabedoria, inteligência e o poder. Os deuses entregaram ao Mundo de Olivarum: Magnos Arcanum e Margary Arcanum, os primeiros bruxos de Olivarum. Para eles foi deixada a Pedra de Ônix, capaz de trazer sabedoria e também sungar ensinamentos, ela é capaz de revelar experiências e energias vindas de outros seres. É uma pedra que está em sintonia com as energias da terra e traz consigo poder.

Signaculum! Signaculum... signa... espere, não me diga que estava o tempo todo me observando? Me desculpe por não te receber da forma certa! Estava muito distraída tentando selar uma carta que queria mandar para Alek, mas vejo que vou ter que deixar para depois. Humm... meu nome é Amie Bell, sou princesa de Ônix e estou aqui para recebe-lo. No nosso reino encontraremos a verdadeira magia e os verdadeiros herdeiros dela. Somos bruxos, seres que dominam o invisível e os poderes como nenhum outro ser (além dos feiticeiros e magos, mas isso é para outra ocasião). Como você pode ver o castelo é enorme e os segredos que guardamos aqui são incontáveis. Se você olhar para o horizonte verá a nossa escola de magia e também a Floresta Antiga, onde os segredos e mistérios são realmente desconhecidos. Olhe, em cima daquela mesa está sua nova varinha, capa, chapéu, grimório e vassoura. Espero que se divirta muito com os feitiços e encantamentos. Ah, não se esqueça de dar um nome a sua varinha! Tome, esse é um anel de ônix para que você não se esqueça de quem és e porque está aqui. Acima de qualquer outra coisa respeite o próximo! Ipsa Trinitas, novato!

Para os habitantes de Pérola

Feiticeiros, seres muito habilidosos e dotados de um poder imensurável. Assim como os bruxos eles criam feitiços, poções, encantamentos e invocações, mas esses, por sua vez, não precisam drenar da força exterior para conseguir fortalecer os espirito, pois, a sua fonte de magia é criada dentro deles mesmos e é isso que os torna ainda mais poderosos que bruxos. Representam a agilidade, equilíbrio e humor. Os deuses entregaram ao Mundo de Olivarum: Merlin Arcavuem e Elizabeth Arcavuem, os primeiros feiticeiros do Mundo de Olivarum. Para esses foi deixada a Pedra Pérola, dotada de elegância e de poder para com o interior, ela é capaz de evitar várias doenças, fortalecendo ainda mais esses que precisam do corpo para produzir sua própria fonte de magia.

Pelo amor dos meus três santinhos, você já chegou? Lamentável, lamentável! Eu precisava de descanso, de ficar quietinho no meu canto somente pensando em como sou lindo, mas você apareceu. Será que não haveria outro para recebe-lo nesse momento? Ah, claro, como não pensei nisso antes, eu sou o melhor feiticeiro do mundo, teria que ser eu mesmo. Bem, antes que me esqueça, me chamo Milo Campbell e sou o feiticeiro mais gato do Reino de Pérola (se Amie estivesse aqui diria que eu sou muito folgado, mas como não está vou aproveitar um pouquinho). Bem, por mais que os bruxos gostem de falar que são os herdeiros da magia e blá-blá-blá, queria deixar bem claro (caso aquela danadinha da Amie tenha dito alguma coisa) que os bruxos podem dominar a magia por causa das forças exteriores, mas nós, feiticeiros maravilhosos, podemos dominar a magia por conta própria, por meio do nosso interior, por tanto, somos mais poderosos. Mas olhe, não precisa ficar se achando, ok? Vamos disfarçar e tentar manter a disciplina de que somos iguais (risos, muitos risos, queridinhos) ... bem, está vendo aquele monte de feiticeiros conjurando feitiços? Você poderá fazer isso mais tarde, agora creio que está cansado e nem um pouco afim de me ver arrumando a sala com magia. Então pegue esse cordão de perolas e use ele para lembrar que somos maravilhosos (parei) e use ele para lembrar porque estamos aqui. Beijinhos do Milo... ah, Ipsa Trinitas!


Então, o que achou? Espero que tenha gostado!


jadna alana

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In livros nacionais Os sete reinos de olivarum

Prólogo + Primeiro Capítulo | A Princesa de Ônix.

Foto: Blog Memórias de uma leitora


Prólogo

Início da Lenda


Muitos séculos atrás uma lenda foi criada pela Trindade Iniciadora. Homens e mulheres eram sujeitos as regras e práticas que seus líderes impuseram. Os anos se passaram e diante de tudo a lei continuou a ser a principal regra de vida desses povos.
A Trindade Iniciadora era composta pelos três deuses mais poderosos do Mundo de Olivarum: Arthur, Daniel e Fhelipe. Desde o princípio eles foram os motivos pelos quais os reis tinham sua fé de vida e amor pelas leis. 
Os líderes da Trindade Iniciadora eram deuses que jamais ninguém viu, mas esses povos sempre acreditaram em sua existência e poder.
Quando o Mundo de Olivarum foi criado, foi a Trindade quem os nomeou assim e o dividiu em sete reinos: Diamond, Esmerald, Sapphire, Ruby, Jasperis, Onyx e Pearl.                        Cada Reino foi batizado com o nome de uma pedra preciosa e assim surgiram os Reinos mais poderosos desse Mundo. 
Cada reino é governado por uma família real e essas famílias vêm de linhagens muito poderosas de seres mágicos. 
No Reino de Diamante quem governa é a família Saints. Eles são seres mágicos dotados de poder angelical e por isso são anjos. Todo o Reino é composto por anjos e eles vivem na classe superior da magia. 
No Reino de Esmeralda quem governa é a família Source. Eles são seres mágicos dotados de poder natural e por isso são fadas. Todo o Reino é composto por fadas e eles vivem na classe superior da magia.
No Reino de Safira quem governa é a família Green. Eles são seres mágicos dotados do poder das águas e por isso são sereias. Todo o Reino é composto por sereias e eles vivem na classe superior da magia.
No Reino de Rubi quem governa é a família Lewis. Eles são seres mágicos dotados de poder noturno e por isso são vampiros. Todo o Reino é composto por vampiros e eles vivem na classe intermediaria da magia. 
No Reino de Jaspe quem governa é a família Light. Eles são seres mágicos dotados de poder lunar e por isso são licantropos. Todo o Reino é composto por licantropos e eles vivem na classe intermediaria da magia.
No Reino de Ônix quem governa é a família Bell. Eles são seres mágicos dotados do poder da magia, dominado por meio das forças exteriores e por isso são bruxos. Todo o Reino é composto por bruxos e eles vivem na classe baixa da magia.
No Reino de Pérola quem governa é a família Wook. Eles são seres mágicos dotados do poder da magia, dominado por meio das forças interiores e por isso são feiticeiros. Todo o Reino é composto por feiticeiros e eles vivem na classe baixa da magia.
Esses Reinos vivem há milhares de anos no Mundo de Olivarum. Eles desconhecem a forma humana, nasceram e cresceram com o convívio de magia.
“A lei foi criada para ser cumprida e vivida. ”



Capítulo Um

A Escolha de Amie


Os seres não paravam de perguntar quando ela desceria. A verdade era que Amie não estava nem um pouco afim de ter que encarar todos aqueles rostos felizes e saltitantes. A menina havia crescido no meio dos bruxos e passou a infância tentando aprender o máximo possível de magia para poder realizá-las nesse dia.
Quando um Bruxo do Reino de Ônix completa seus 18 anos de idade, uma pequena festa era realizada para que esse bruxo pudesse mostrar o que aprendeu durante toda sua infância na Escola de Bruxaria e quando se tratava da filha do Rei, as coisas eram ainda piores. 
Amie era a filha do meio do casal Bell. O Rei Maxwell e a Rainha Deena eram extremamente fiéis às leis. Amie passou todo o outono pedindo para não realizarem essa festa, mas foi em vão. Seus pais queriam que a sua filha do meio tivesse uma festa elegantíssima, assim como a de Alek, o irmão mais velho de Amie. 
A jovem princesa levantou da cama e foi logo ao banheiro. Dessa vez ela não queria ao menos esperar por Etta, sua serva real. Ela que cuidava das roupas e de todos os acessórios que a princesa precisasse.
A porta abriu.
— Majestade? — Era Etta, ela sempre chegava na hora certa. Mas hoje Amie tinha acordado cedo demais para começar a se arrumar. 
— Pode entrar, Etta. — Respondeu — Eu já estou no banho.
A serva pareceu zangada. Amie sabia o quanto Etta gostava de ajudá-la em tudo. Elas eram praticamente melhores amigas e irmãs. Etta também tinha 18 anos e era muito competente. Seus olhos eram tão negros que Amie brincava dizendo que pareciam duas bolinhas de café. Ela tinha a pele bem branca e os cabelos tão negros quanto seus olhos. 
— Mas por que tanta pressa hoje? Eu sei que é um grande dia, mas pelo menos deveria ter me esperado para ajudar no banho. 
Amie já estava voltando para o quarto enrolada em uma longa toalha. 
— Eu estou nervosa, Etta! Já havia dito que não queria nada dessas festas. 
A serva quis rir, mas se controlou. Ela sabia o quanto Amie ficava chata quando queria alguma coisa.
— Eu sei, majestade. Mas você tem que entender que seus pais querem assim. — Retrucou, olhando para os lados à procura do pente de Amie. — Venha, deixe-me arrumar seu cabelo.
Amie se sentou em sua cama e deixou que Etta cuidasse do resto. 
— E eu já disse que não gosto que me chame de majestade. 
O quarto de Amie era enorme. Havia um lugar onde o seu enorme closet ficava. Lá haviam seus longos e luxuosos vestidos e seus sapatos. Também tinha uma prateleira apenas para guardar suas coroas. A cama espaçosa e coberta por vários edredons fofos. Em frente a cama havia sua penteadeira com várias maquiagens. O quarto era coberto de tapetes finíssimos, com o teto semicircular, localizado logo abaixo do telhado, trazendo uma leveza e verticalidade ao ambiente. As paredes do quarto de Amie eram espessas, com poucas aberturas, tornando o ambiente mais escuro. Tinha vários espelhos. A janela coberta por uma cortina muito bela e logo ao lado havia a varanda. Ela adorava se sentar todas as tardes para ler e tomar café enquanto ouvia o som dos pássaros. Ela achava perfeito.
Nesse momento Etta já estava terminando de fazer um coque no cabelo de Amie. A jovem tinha cabelos loiros e ondulados e não costumava se achar tão formosa como diziam que ela era. Na verdade, mesmo sendo uma das bruxas mais desejadas do Reino, talvez por ser princesa, não se achava tão bela quanto muitas bruxas que conhecia. Seus olhos verdes pareciam duas pedras de esmeralda que brilhavam sem parar. Ela tinha o corpo magrinho e a pele clara. 
— Você sabe quem são os convidados? — Perguntou com curiosidade.
— Alguns reis de outros reinos virão, mas não serão muitos. — Etta sorriu. — Sabe como são aqueles reis de reinos superiores, eles dizem que têm outros afazeres. 
— Melhor assim, — Amie bufou — não faz falta alguma.
— Imagine o Rei Saints vindo? — Etta comentou, quase aos sussurros.
Amie fez uma careta.
— Teria prazer em servir a bebida dele…
— Está falando sério? — Arregalou os olhos. — Claro, colocaria veneno. 
As duas deram uma gargalhada.
No Mundo de Olivarum, alguns reinos eram tidos como mais poderosos e superiores. Os seres cuja fonte de magia fosse maior, eram elevados ao topo e considerados como os Queridos da Trindade. Amie sempre achou isso tudo muito infantil e sem lógica. Mas o que ela poderia fazer? Não se podia mudar as regras que foram impostas pela Trindade. Isso dava até enjoo.
— Eu não acho muito legal isso de superiores. — A serva falou enquanto revirava os olhos. — Somos todos filhos da magia. Não é justo que eles se considerem tão fortes assim. 
Amie assentiu.
— Mas um dia talvez as coisas mudem, Etta. Eu acredito em um mundo sem divisões. 
— Você e suas crenças que não vão para lugar algum. — A serva gargalhou. — Pronto, já terminei o cabelo. 
Amie se olhou no espelho. Estava formosa, como deveria ser uma princesa que estava prestes a celebrar seu aniversário diante de um reino inteiro. 
— Com qual coroa eu vou? — Virou-se, olhando a serva com animação.
— Com a Coroa de Ônix, não é? — Respondeu, indo pegar a coroa no closet. — Você tem que representar seu Reino hoje. 
Amie suspirou fundo. 
— Eu não queria que isso acontecesse. — Ela estava preocupada. — Não sei nem mesmo que tipo de bruxaria irei fazer. 
Etta sentou ao lado dela. A serva era filha da senhora Jim, a serva real da mãe de Amie. As duas cresceram brincando juntas, então quando Etta atingiu a idade certa para trabalhar, pediu para ser a serva de Amie. A jovem princesa não poderia ter ganhado presente melhor que esse. Elas eram grandes amigas.
— Você precisa ficar calma, Amie. — Finalmente chamou a princesa pelo nome. Amie se sentia bem quando Etta agia assim. Fazia a jovem se sentir melhor ao não se imaginar como a “alteza” sempre. — Meus pais nunca fizeram nenhuma festa com tantos seres assim, mas se fizessem eu iria apenas fazer uma mágica qualquer e sair calmamente para meu quarto.
Amie deixou um sorriso bobo sair de seus lábios. Etta sempre fora a melhor em tudo, principalmente em seus conselhos. 
— Você não entende, eu sou a filha do Rei. Tenho que ser brilhante. — Lembrou, com um olhar cinzento e vazio. — Meus pais chamaram os melhores amigos e aliados para estarem aqui hoje. O que vão falar de mim se eu não for boa? — Você será mais brilhante do que o próprio Alek. — Etta pegou na mão da amiga. — Seu irmão foi esplendido, mas você será ainda mais.
Alek tinha 20 anos e era o irmão mais velho. Quando ele completou seus 18 anos seus pais fizeram uma festa como essa e chamaram todos os seres importantes que conheciam. Alek estava lindo e realizou um feitiço de Transformação. Esse feitiço era um dos mais difíceis, mas Amie não sabia como se transformar em um animal. Ela sabia apenas os feitiços mais leves e simples. 
— Ele se transformou em um equo na frente de todo mundo, Etta! — Amie rebateu. — Os seres foram à loucura. Eu não sei fazer nada disso.
— Eu gosto de coisas simples. — Etta ainda tentava acalmá-la. — Agora vamos colocar seu vestido, hein? O que acha? Vamos deixar de pensamentos negativos? 
Amie tentou sorrir. 
— Tudo bem!
A serva saiu do quarto e deixou a amiga se perguntando como seria o vestido que usaria. Etta era quem ficava responsável pela escolha de vestidos. Normalmente nunca errava o gosto de Amie e sempre trazia roupas maravilhosas para a princesa.
A serva chegou no quarto trazendo um lindo embrulho. Amie levantou da cama e foi ver como era. 
O vestido era preto e tinha babados que desciam até os pés. Havia um espartilho que deixava a cintura bem justa e mangas que iam até os ombros. 
— O que acha desse? — Perguntou Etta. 
Amie sorriu quando o viu. Ele era muito charmoso.
— Está ótimo! 
— Essa sua cara valeu pelo trabalho. 
— Você está dizendo que foi você que fez? — Deu um largo sorriso e a serva assentiu.
— Etta! Ele é lindo! Nossa! Você deveria trabalhar com as roupas de mamãe! —A princesa sugeriu. — Ela iria adorar usar suas roupas. 
A menina parecia envergonhada. 
— Que exagero, Amie. Foi muito simples. Coloquei umas pedras de Ônix para ficar ainda mais brilhoso. 
Amie sentiu orgulho dela.
— Vamos, quero vestir! Ainda que eu não faça um bom feitiço, esse vestido já vai servir para encantar a todos.
As duas começaram a gargalhar freneticamente.
Depois de se vestir, ambas ficaram conversando. Amie não parava de reclamar sobre seu nervosismo e Etta tentava mudar de assunto. 
As horas estavam passando vagarosamente e a princesa teria que surpreender seus pais e todos os convidados. Aquela seria uma tarefa difícil.

♠♠♠

— Certo, — Amie começou, olhando para os lados — onde está minha varinha? 
Deena entrou no quarto da filha. Ela também tinha os cabelos loiros e a pele bem clara, mas seus olhos eram castanhos. Estava vestida como uma verdadeira rainha.
Os cabelos grandes e arrumados em uma trança. Na cabeça sua coroa cintilava com pequenas pedras. Eram de Ônix. 
— Está bem aqui, minha princesa.
Amie correu ao encontro da mãe. Elas não se separavam e tinham uma relação ótima de mãe e filha.
— Como estou nervosa, mãe! 
Deena sorriu enquanto acariciava o cabelo da filha. 
— Mantenha toda a calma. Será apenas um feitiço simples e a festa irá continuar.
— Mas não sei qual feitiço, mãe!
— Transforme o Rei Adam em ranarum. — A rainha sugeriu.
A jovem não conseguiu conter o riso. O Rei Adam era o melhor amigo do pai de Amie e comandava o Reino de Jaspe. Por um momento a garota imaginou um ranarum bem gordo parado no centro do castelo de Ônix. Que horror.
— Nem pense nisso. — Falou a voz mais mansa e grave que Amie conhecia. Era seu pai. O Rei Maxwell. 
— Pai! 
Amie correu para o abraço do pai. Em seguida Charlotte entrou no quarto. Ela usava um vestidinho rosa com pequenos detalhes pretos. Charlotte odiava preto e não gostava de pertencer a um Reino que tinha essa cor como superior a todas as outras. Era a irmã mais nova de Amie. Tinha 6 aninhos e cabelinhos castanhos como os de seu pai. Seus olhinhos da cor dos da mãe e magrinha como Amie provavelmente foi naquela idade. Amie e Alek eram os únicos que tinha herdado os olhos verdes do pai. 
— Obrigada por estarem aqui. — Apesar da insegurança, estava feliz. 
Charlotte deu uma piscada.
— Sempre vamos estar! Nós moramos aqui. — Brincou, sorrindo.
Amie deu uma tapinha de brincadeira na irmã.
— Deixe de gracinha, sua sapeca! 
— Boa sorte, irmã. — Charlotte a abraçou.
— Obrigada, — agradeceu, sorrindo — eu amo vocês. 
Alek que falou dessa vez. O jovem príncipe estava bem quieto perto da porta enquanto encarava a irmã. Ele era alto e tinha um corpo formoso. Alek se aproximou da irmã e a abraçou enquanto dizia baixinho:
— Boa sorte, minha princesa preferida. — Ele deu uma pausa e continuou. — Pense em algo bom enquanto posiciona a varinha. Sei que você será brilhante. Irei te esperar para a valsa.
Amie assentiu. Ouvir todas aquelas palavras a deixava ainda mais nervosa. A jovem princesa teria que dançar uma valsa com um dos cavalheiros, mas era óbvio que ela tinha escolhido Alek. Ele era o jovem mais elegante e mais belo do Reino de Ônix. Todas as garotas desejavam se casar com ele. O pai de Amie já estava tentando arrumar uma linda noiva para Alek e todas as meninas estavam indo à loucura para ser a escolhida.
— Agora temos que descer, Amie. — O Rei Maxwell avisou. — Você vai ser magnifica. E lembre-se: Quando fazemos algo de todo o nosso coração, não importa qual será o resultado final. Importa a intenção de nosso coração. Nós a amamos! Feliz aniversário, meu amor.
Depois que disse isso, o Rei saiu do quarto ao lado da sua esposa e seus dois filhos. Amie estava prestes a cair de tanto nervosismo. Será que seria boa nisso? Será que conseguiria completar o feitiço com maestria?
A menina começou a procurar em sua cabeça alguma coisa que teria aprendido durante esses 18 anos. Mas nunca se viu precisando de algo além de arrumar seu quarto com magia, transformar pedras em ranarums, pintar o cabelo das bonecas, defender-se de algum animal inofensivo ou até mesmo fingir lutar com Alek. Amie sabia que vários bruxos sabiam usar a magia para sua sobrevivência. Mas ela sempre teve seus servos para fazer tudo e ao menos tinha saído das barreiras do castelo. Como ela teria alguma coisa como experiência em sua vida tão monótona?
Não demorou muito e Etta já estava entrando no quarto. 
— Vamos? — chamou ela, sorrindo. — Está na hora de irmos. 
Amie confirmou com a cabeça. 
Etta estava muito bonita também. Usava um simples vestido branco e seu cabelo estava com um coque semelhante ao de Amie, porém mais simples. 
As duas desceram os degraus com calma. Amie se surpreendeu ao ver a quantidade de seres que estavam ali. Eram vários homens e mulheres vestidos formalmente e sorriam sem parar ao vê-la. A menina sorria e acenava para todos como uma forma de agradecer pela presença.  Etta, que vinha logo atrás, olhava para o chão sem querer chamar a atenção. O brilho tinha que ser da princesa. Por mais que a menina sempre deixasse bem claro que odiava ser o centro das atenções. 
— Estou me sentindo muito nervosa. — Sussurrou Amie, dando um sorriso falso. 
Etta também respondeu aos sussurros:
— Pare de sorrir assim, está muito falsa. 
Amie tentou controlar a vontade de rir. Etta era muito sincera quando queria ser, mas ela deveria lembrar que naquele momento não podia perder o foco. Muitos seres olhavam para ela, imagine se entrasse rindo como uma doida? Que desastre!
 A menina focou na arrumação do palácio. 
Como todos sabiam, Ônix era um dos Reinos mais baixos e pobres do Mundo de Olivarum. Isso fazia Amie se perguntar como deveria ser luxuoso visitar o Castelo de Diamantes no Sul. Mas Ônix era muito belo, apesar da carência de atenção do Governo, ela amava morar ali. 
As paredes estavam cheias de cortinas belíssimas. Logo a frente tinha um grupo de músicos que tocava melodias muito calmas. Os servos passavam servindo bebidas e alguns casais já dançavam no centro do palácio. As crianças corriam e os pais de Amie não paravam de sorrir. Eles estavam em seus tronos. Tudo ia como o pretendido.  
Uma voz se elevou na multidão:
— Palmas a nossa amada e eterna princesa de Ônix!
O povo de imediato parou tudo o que estavam fazendo e bateram palmas. Amie tentava sorrir sem demonstrar toda a sua frustação e nervosismo.
Será que era pedir muito desejar não ser o centro de tudo aquilo? Ela adoraria passar o dia conversando com Alek, na varanda de seu quarto, contando sobre a sobremesa maravilhosa que as servas tinham feito, mas a única coisa que podia fazer naquele momento era aceitar os fatos. 
Em alguns minutos a multidão já estava dançando de novo. 
Amie adorava a parte que podia conversar com todos. O momento principal só acontecia no final da noite.
— Muito boa noite, princesa amada! 
Amie se virou na direção da voz. Era Connor Light, filho do Rei Adam Light. Ele era príncipe do Reino dos licantropos. Connor tinha passado toda a infância convivendo com a princesa. Eles eram de lugares muito próximos e por isso tinham uma certa aproximação.
— Ora, — disse ela — quanta delicadeza, nem parece aquele príncipe mimado de todos os dias.
Connor gargalhou.
— Hoje é seu dia. — Justificou, enquanto bebia um pouco de vinho. — Tenho que ser mais gentil nessa ocasião. 
Amie olhou para os lados na esperança de não ver seus pais e em seguida deu um tapa em Connor. Ela sabia que a rainha odiava quando ela ficava com certas brincadeiras em ocasiões especiais. Mas a vida inteira ela e Connor se trataram assim.
— Mas onde estão os modos de princesa? — Reclamou, em um tom brincalhão. — Vou chamar a rainha!
Amie deixou um enorme sorriso sair. Como era bom ter um pouco de distração naquele momento tão tenso.
Connor era muito alto e tinha a pele negra. Os olhos negros como a noite e ele era muito forte. Um verdadeiro príncipe. Certa vez, Charlotte havia dito que Amie casaria com Connor. Claro, ele era bonito e seria uma honra, mas Amie o tinha apenas como um grande amigo.
— Engraçadinho!
— Me concede essa dança? — Perguntou.
— Mas já? 
Connor assentiu.
— Quero ser o primeiro a dançar com a princesa mais desejada da noite. — Informou, enquanto deixava sua taça de vinho em cima de uma mesa. 
Amie semicerrou os olhos.
— Como é atrevido!
A menina se aproximou de Connor e ambos já estava indo em direção ao centro do salão.
Ela não era a melhor dançarina da família, mas sabia um pouco.
— E como será o espetáculo de hoje à noite? — Connor estava curioso. 
— Estava tudo indo muito bem até você ter que falar desse assunto. 
Ele sorriu.
— Você e sua mania de dizer que não sabe feitiços legais. Você é uma bruxa, Amie. Deve saber várias coisas. 
 A menina negou. 
— Não muitas. Eu sei várias coisas na teoria. — Explicou. — Mas a pratica é bem terrível. 
Ele revirou os olhos, no fundo sabia que a amiga só precisava de um empurrãozinho.
— Sei bem, você é um completo desastre!
A princesa quase tropeçou no pé do Príncipe de Jaspe.
— Quer que eu grite que você estava flertando com uma bruxa na última vez que veio em Ônix? — Amie provocou. Na verdade, Connor não estava “flertando” com uma bruxa. Ele apenas tinha visto uma bruxa treinando no campo perto da escola e tinha comentado o quanto ela era bonita, mas óbvio que Amie não podia perder essa oportunidade de brincar com a cara dele. 
— Pelo amor da trindade! Não te conheci tão mentirosa!
Eles riram e depois ficaram em silencio. Amie se viu pensando em várias coisas bobas até finalmente Connor falar:
— Quando eu completei meus 18 anos também foi assim, tive muito medo, mas passa bem rápido. 
Em todos os Reinos essa era uma festa bem comum. Era a forma dos pais comemorarem a idade quase adulta de seus filhos.
— E como vocês fazem no Reino de Jaspe?
— Nós invocamos o nosso eu como lobos e nos transformamos pela primeira vez. Garanto que é bem pior. 
Amie se surpreendeu.
— Vocês só se transformam em lobos quando completam 18 anos? 
Connor parecia fitar alguma coisa do outro lado do salão, por um momento seus olhos ficaram congelados em um ponto especifico.
— Pensei que você soubesse.
— Ah, Connor! Você sabe que os Reinos são bem restritos com suas leis e modos de viver. Dificilmente podemos saber das regras dos outros.
Ele confirmou com a cabeça.
— Tem razão.
Os reinos que não tinham nenhuma ligação direta eram praticamente desconhecidos uns dos outros. Apenas os Reinos que tinham alianças — como o Reino de Jaspe e Ônix — que poderiam contar informações a respeito de toda a cultura. 
— Nós crescemos e somos ensinados teoricamente, mas só nos transformamos aos 18 anos. — Ele deu uma pausa enquanto fazia uma careta. — Só a Trindade sabe o quanto sofri com essa transformação. Nossos ossos parecem que vão sair de dentro do corpo. Eles crescem duas vezes mais e ficam mais fortes. Nossa pele arde e queima por dentro. É a coisa mais terrível do mundo. 
Amie imaginava que deveria doer mesmo. 
A noite passou tranquila. Ela tinha conversado com vários de seus amigos do Reino e até conhecido novos seres. Até onde tinha visto os únicos reinos que estavam presentes ali eram os Reinos de Jaspe, Pérola, Esmeralda e poucos seres de Safira. 
O Rei levantou do trono e falou:
— É com a maior alegria que essa noite comemoro a chegada da fase mais importante da vida da minha filha. — Ele olhou fixamente para Amie. — Hoje ela se transforma em uma bruxa completa e eu, junto com minha família, estamos felizes. Que toda a lei de nosso povo possa ser cumprida através de Amie, que todo o amor de nossa Trindade possa prevalecer nela e que a paz que emana em nosso meio possa preencher o seu coração. — Ele deu um mero sorriso para a filha. — Nesse momento abro a Valsa Principal e chamo minha querida Amie Bell e meu filho Alek Bell para que ambos possam dançar em nome dessa festa que hoje realizamos.
Amie assentiu e sorriu para Alek, ele a pegou pela mão e ambos chegaram ao centro da pista de dança.
A princesa estava tão nervosa que não havia percebido que Charlotte não parava de pular enquanto batia palmas e parecia sussurrar alguma coisa que Amie entendeu como: “Você está linda”. 
A música começou a tocar lenta e suave. Amie sentia o corpo de Alek a puxando de um lado para o outro enquanto todo o povo sorria de alegria e emoção. 
— Você está mais calma? — Perguntou Alek, bem perto do ouvido dela. 
Ela assentiu, um pouco tensa.
— Estou nervosa, mas quando você está por perto eu fico melhor. 
Ela sentiu Alek a abraçar com mais força e sorrir. Não existia alguém que a entendesse melhor do que seu irmão. Ele era maravilhoso e tinha uma bondade no coração que se via em poucos seres. Era o tipo de pessoa que morreria por alguém que amava sem ao menos pensar duas vezes. Desde pequenos sempre foram ligados um ao outro. 
— Falta pouco tempo para o grande momento. — Ele deu uma pausa e Amie conseguia sentir o cheiro de seu perfume bem perto dela. — Pense em algo e foque naquilo. Você irá conseguir. 
Ela concordou. Iria conseguir. Não importava todo o nervosismo, seria maravilhosa.
Em poucos minutos a música acabou e todo o povo bateu palmas. Amie sorriu muito elegante e acenou para o povo. 
O Rei se aproximou da filha e falou em voz alta:
 — É como grande amor e prazer que damos início ao momento que fechará a festa. O Momento Consagrado a Magia. 
Etta se aproximou e tirou sua coroa para colocar o chapéu pontudo de bruxa. A princesa segurou a varinha que a serva entregou e ouviu quando ela disse: Boa Sorte!
Amie tentou reagir de alguma forma, mas não conseguiu.
Todo o povo parou para vê-la. A menina foi até o centro do palácio e subiu em um pequeno tablado onde antes estavam os músicos. Viu quando Deena, sua mãe, sorriu. Charlotte balançou a cabeça e piscou. 
A menina fechou seus olhos enquanto erguia a varinha. 
Tudo bem, pensou. Tenho que pensar em algo bom. Algo que surpreenda.
Mas Amie não conseguia. Ela só queria sumir para bem longe dali. Seus pensamentos começaram a guerrear contra seu corpo. Pensou em como seus pais ficariam tristes se ela não conseguisse fazer o feitiço, pensou em como seria uma vergonha para seu povo, pensou em como se sentiria inútil. 
Sem que a menina bruxa percebesse ela levantou a varinha e gritou com todas as forças:
Magicis, brevi! 
Uma onda de frio começou a invadir o corpo de Amie e ela sentiu quando uma névoa gelada a capturou. Estava rodopiando sem parar. Os pés flutuando por um lugar que nem mesmo ela sabia. Amie tentou abrir os olhos, mas já era tarde. Caiu com toda força em um lugar cheio de pedras e bateu a cabeça. 


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